Nacionalidade portuguesa por descendência sefardita: a história de quem quase perdeu o direito
Uma conexão com a história e uma corrida contra o tempo Fortes Máximo, de 69 anos, sempre soube de suas raízes. O que não imaginava é que a trajetória de um antepassado expulso da Península Ibérica no século XV o colocaria diante de um desafio atual: conquistar a cidadania portuguesa.
O caminho parecia claro: desde 2015, Portugal oferece a possibilidade de nacionalidade a descendentes de judeus sefarditas, uma reparação histórica. Mas na prática, Fortes descobriu que o processo é mais complexo do que parece:
- Documentação rigorosa
- Certificação genealógica exigente
- Mudanças constantes na lei
Quando sua documentação foi recusada pela Comunidade Israelita de Lisboa, seu pedido não pôde seguir. O que virou um obstáculo poderia ter sido evitado. Diante da negativa, Fortes se viu obrigado a recomeçar a pesquisa genealógica por conta própria, corrigir registros históricos e lidar com a pressão do tempo, agravada por problemas de saúde. Leia a matéria completa aqui.
Foi neste ponto que procurou a Martins Castro. A atuação da nossa equipe jurídica — liderada por Isabel Comte, ex-conservadora da Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa — foi determinante para destravar o processo.
Resultado: seu pedido avançou com prioridade e ele já emitiu o passaporte português.
Por que esperar pode custar caro
Se você pensa em solicitar a nacionalidade portuguesa por descendência sefardita, o momento de agir é agora. As regras já mudaram em 2022 e podem ficar ainda mais restritas.
Atualmente, para obter a cidadania por esta via é necessário ter um estudo genealógico com documentos aceitos e ter vínculos com a comunidade portuguesa.
Seu direito pode não esperar
O caso de Fortes Máximo deixa claro: tentar sozinho pode significar erros, atrasos e até a perda do direito. Clique aqui para saber mais e preencha o formulário para receber uma análise gratuita e personalizada.
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