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A cidadania portuguesa pela via sefardita é respaldada pelo art. 6º, 7 da Lei nº 37/81 e do Decreto-Lei 30-A/2015, de Portugal. O processo começa com um estudo genealógico que tem o objetivo de provar a ligação parental com algum judeu sefardita. No momento da elaboração desse estudo, porém, alguns erros podem comprometer o andamento do seu trabalho. Pensando nisso, listamos os erros mais comuns e como você pode evitá-los.

1. Confusão com os homônimos

Durante a busca de documentos e ligações com os antepassados é natural nos depararmos com pessoas que carregam nomes ou sobrenomes iguais, mas que não pertencem à mesma família ou linhagem. Isso pode gerar muita confusão e induzir a erros. Neste caso, é preciso ficar atento à região do nascimento, casamento e óbito dos ancestrais e à comprovação das ligações parentais.

2. Localidade

É importante que os nomes e os sobrenomes pesquisados estejam alinhados com os locais das certidões que estão sendo levantadas. É comum, por exemplo, que algumas cidades e regiões na época do ancestral tenham pertencido a outras jurisdições ou dioceses. Para resolver isso, investigue as datas de criação da cidade ou da jurisdição em questão. Essas informações podem ser encontradas no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

5 erros comuns na hora de elaborar um estudo genealógico

3. Sobrenome de solteiro

Por muitos anos as mulheres assumiam o sobrenome da família do marido. Há casos, esses não tão comuns, em que os homens assumiam o sobrenome da família da esposa. É o tipo de informação que não pode ser ignorada durante um estudo genealógico. Este é um dos motivos que faz das certidões de casamento um documento tão importante. Ela inclui, inclusive, os nomes dos pais dos noivos.

4. Sobrenomes de árvores, animais…

Há um mito que diz que podemos identificar um cristão novo por meio de sobrenomes como Coelho, Gato, Cordeiro, Oliveira, Carvalho etc. Na verdade, quando eram forçados à conversão, os judeus adotavam nomes cristãos com a finalidade de não atraírem a atenção dos perseguidores. Ou seja, cristãos e judeus podiam ter exatamente os mesmos sobrenomes. Não caia nessa!

5. Exame de DNA.

Na ansiedade de comprovar algum vínculo com antepassados judeus muitos têm recorrido a exames de DNA. Esses exames revelam o percentual estimado dos povos que deram origem à família. A questão é que a Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) não aceita o exame como documento válido para o processo de cidadania portuguesa pela via sefardita, pois é um processo fundamentado exclusivamente em documentos históricos.

O estudo genealógico é mais que um documento, é um resgate das nossas origens e da nossa história. Ele é fundamental para a cidadania portuguesa pelos sefardita e muito significativo para a nossa identidade. Você pode se surpreender com as descobertas.

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